terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Iniciativa a não perder

“Violência Tolerada” – 3º Congresso sobre o Abuso e Negligência de Crianças


Vai decorrer nos próximos dias 18 e 19 de Janeiro o 3º Congresso SPECAN [Sociedade Portuguesa para o Estudo da Criança Abusada e Negligenciada], sobre abuso e negligência de crianças, subordinada ao tema “Violência Tolerada“.


Este evento é da responsabilidade do Centro de Investigação Médica [CIM] da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), do Instituto de Medicina Legal [IML] e da SPECAN e vai decorrer no CIM.


Segundo Teresa Magalhães – Docente nesta Universidade e coordenadora deste evento – este Congresso visa promover uma jornada de partilha de conhecimentos multidisciplinares e interdisciplinares na área do abuso e negligência de crianças, colocando a tónica numa problemática de abordagem complexa mas que torna permissível muitos dos comportamentos abusivos no nosso país.


Este Congresso dirige-se a tod@s @s profissionais que trabalham com crianças e adolescentes, nas diversas áreas de atuação, como saúde, educação, sistema legal entre outros.


As inscrições devem ser feitas on-line aqui e o valor de inscrição é variável: 15€ para estudantes, 20€ para associados SPECAN e 25€ para profissionais.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013


Mortalidadade infantil aumentou para níveis de há dez anos em nove regiões


Direcção-geral da Saúde está a avaliar últimos indicadores. Nova plataforma nacional permite monitorização inédita.



A queda dramática na mortalidade infantil é um dos indicadores de maior orgulho da Saúde em Portugal, mas novos dados sugerem que, em algumas zonas do país, a situação pode estar a inverter--se: em 2011, a mortalidade de crianças no primeiro ano de vida recuou para indicadores de há dez anos em nove regiões.

Os dados tornados públicos pelas Administrações Regionais de Saúde através da nova ferramenta “mort@lidades.infantil” revelam que o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Amadora mantém, desde 2010, o pior indicador. Em 2011, a mortalidade infantil rondou, neste concelho, os 8,4 óbitos por cada 1000 nados-vivos, mais um que em 2010. Esta taxa tinha sido superada pela última vez em 2002, com um pico de 10,8 óbitos.

Seguem-se a Unidade Local de Saúde da Guarda (7,6) e o ACES Odivelas (7,3). Na Guarda, o número não era tão elevado desde 1999 e em 2010 teve uma taxa de 4,6. Em Odivelas, e uma vez que a plataforma só contém dados a partir de 1996, trata-se mesmo de um recorde. No ano anterior a taxa rondou os 2,3 óbitos por cada mil nados-vivos.

A nova plataforma, que resultou de uma iniciativa da ARS Norte em 2011 e foi adoptada pelos departamentos de Saúde Pública de todas as regiões ao longo do ano passado, apresenta este e outros indicadores relacionados com natalidade e mortalidade infantil por Agrupamento de Centros de Saúde. Assim, não é possível uma análise por concelho, dado que em algumas regiões o mesmo agrupamento abrange residentes de diferentes locais. É o caso do ACES Baixo Mondego III, um dos que perdeu autonomia no ano passado, mas que em 2011 abrangia Mira, Cantanhede, Mealhada e Mortágua. Em 2011, a mortalidade infantil bateu também aqui o recorde, com 6,7 óbitos por 1000 nados-vivos (o dobro de 2010).

Embora o agravamento da taxa nacional registada em 2011 – um aumento de 2,5 para 3,1 noticiado em Novembro a partir de dados do INE– preserve a posição do país entre os melhores da UE, os piores indicadores a nível regional não têm comparação. Consultando os dados da OCDE para este indicador, e ainda que a comparação não possa ser directa, verifica-se que nenhum país europeu apresenta hoje taxas de mortalidade da ordem das reportadas na Amadora ou Odivelas. O país da UE com a taxa mais elevada era em 2010 a Eslováquia: 5,7 óbitos por 1000 nados-vivos.

Quando foi conhecido o agravamento inédito da taxa de mortalidade infantil nacional entre 2010 e 2011, a Direcção--geral da Saúde anunciou uma análise individual de cada caso, para apurar explicações. Em declarações ao “Público”, Francisco George explicou que a tendência de aumento parecia incidir nas chamadas mortes neonatais – até aos 28 dias de vida – o que poderá estar relacionado com o risco acrescido das técnicas de procriação medicamente assistida, mais comum nas gravidezes tardias, mas também situações de prematuridade.

Fonte: i

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Uma boa nova para 2013


Todas as comissões de menores vão ter profissionais de saúde

As comissões de proteção de crianças e jovens em risco (CPCJR) passarão a ter todas um profissional de saúde, anunciou o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa.

Sobre as situações de fome e maus tratos a crianças que têm sido registadas nos hospitais como reflexo da crise, o governante afirmou que o Ministério da Saúde está atento e tem trabalhado, juntamente com a Solidariedade e Segurança Social, na identificação de casos.

"Temos um conjunto de ferramentas que permitem acompanhar situações de fome, de maus tratos e de violência doméstica, que são claros resultados de outros determinantes de saúde dos quais o mais importante é a pobreza", declarou, em entrevista à agência Lusa.

Para trabalhar na identificação destes casos, o Governo colocou em todas as CPCJR um profissional de saúde, já que muitas delas não tinham, segundo Leal da Costa, respondendo a uma reivindicação do presidente da Comissão Nacional de Proteção de Menores.

Já em conjunto com o Ministério da Educação está a ser desenvolvido um programa para ensinar as famílias a procurarem os alimentos mais económicos e que se adequam melhor às necessidades das crianças.

Leal da Costa disse estar consciente de que as desigualdades sociais podem comprometer os indicadores de saúde, embora defenda que o Governo tem estado a combater as desigualdades de acesso à saúde.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

A CPCJ de Albufeira comemorou esta época festiva, como vem sendo hábito ao longo dos tempos, com um jantar de confraternização que contou com a presença de actuais e antigos elementos e colaboradores desta comissão.
A data, que proporcionou momentos muito animados e com boa disposição , permitiu ainda rever antigos colegas e reforçar os laços de amizade e cooperação.
A Comissão deseja a todos Festas Felizes e um excelente 2013!
Procurem fazer das fraquezas, forças para lidar com as dificuldades vindouras, num ano que se avizinha difícil mas que deverá ser enfrentado com pensamento positivo que, certamente, se reflectirá no sorriso das nossas crianças.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Vale a pena pensar nisto...

Vale a pena partilhar, nem que seja por pensar que no futuro pode ser com os nossos filhos:
"Uma professora quis ensinar à sua turma os efeitos do bullying.
Pediu-lhes para seguirem as seguintes instruções. Deu a todos os alunos uma folha de papel e disse-lhes para amachucarem, e para deitarem para o chão e para pisarem.
Resumindo, podiam estragar a folha o mais possível mas não rasga-la. As crianças estavam entusiasmadas e fizeram o seu melhor para amachucarem a folha, tanto quanto possível.
A seguir a professora pediu-lhes para apanharem a folha e abri-la novamente com cuidado, para não rasgarem a mesma. Deviam de endireitar a folha com muito cuidado o mais possível. A senhora chamou-lhes atenção para observarem como a sua folha estava suja e cheia de marcas. Depois pediu-lhes para as crianças pedirem desculpa ao papel em voz alta, enquanto o endireitavam. Eles mostravam o seu arrependimento e passavam as mãos para alisarem o papel, mas a folha não voltava ao seu estado original. Os vincos estavam bem marcados.
A professora pediu para que olhassem bem para os vincos e marcas no papel. E chamou-lhes atenção para o facto que estas marcas NUNCA mais iriam desaparecer, mesmo que tentassem repara-las. “É isto que acontece com as crianças que são “gozadas” por outras crianças”, afirmou a professora.
Podes dizer: Desculpa, podes tentar mostrar o teu arrependimento, mas as marcas, essas ficam para sempre. Idosos com 80 anos ainda conseguem lembrar-se com mágoa quanto foram gozados na escola primária e/ou secundária.
Os vincos e marcas no papel não desapareceram, mas as caras das crianças deram para perceber que a mensagem da professora foi recebida.
Se és CONTRA bullying copia esta mensagem e manda para todos os teus amigos e todas as crianças.
O bullying estraga mais do que nós podemos imaginar!!!
Evitem, ajudem e denunciem...Assim conseguiremos eliminar o bullying."

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Porque será que não estou surpreendido...


Maus-tratos a crianças entram já nas famílias estruturadas


Os maus-tratos físicos a crianças estão a aumentar drasticamente e afetam já famílias em que nunca se registou violência. Pais no limite do sofrimento provocado pela crise "acabam a fazer o impensável".


Deolinda Barata, dirigente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, quebrou o silêncio e foi diretamente à ferida: os maus tratos aumentam e atingem famílias onde nunca tal tinha acontecido. "Os pais vivem num sofrimento, numa angústia e numa ambivalência enormes. Querem dar o básico, como comida e vestuário, mas não têm como. Acabam desesperados, impacientes e a fazer o impensável", retrata. Aquela dirigente garante que são cada vez mais os casos de famílias de classe média nesta situação e não tem pejo em afirmar que "os cortes que se estão a fazer afetam áreas que deveriam ser intocáveis". Deolinda Barata diz, ainda, que vê regressar ao país "uma realidade hedionda e muito preocupante", que já não se via há 30 anos.

Fonte: JN

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Quais são os superiores interesses da criança?


Tribunal Europeu dos Direitos do Homem considerou errada a decisão do tribunal de Vila Franca de Xira que impediu os pais de contactar o filho para que pudesse ser adotado. 


O casal com um historial de toxicodependência e prostituição viu o tribunal português entregar o seu filho para adoção sem possibilidade de qualquer contacto.
 Por conseguinte o estado foi condenado a pagar 32500€ alegando não terem sido defendidos os SUPERIORES INTERESSES DO MENOR.

No entanto, este desfecho terá como consequência o pagamento da indemnização ao casal, pois o filho, agora com dez anos, tem uma nova família e a lei portuguesa impede a reabertura de processos de adoção.

Fonte:DN

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A APAV na berlinda

A Associação Portuguesa de Apoio à Vitima (APAV) lança amanhã uma campanha de prevenção à violência de rua com o foco na faixa etária entre os 12 e os 17 anos.

Sob o mote “A tua segurança não é um jogo. Fica ligado” a ação é inspirada no clássico jogo de computador Pacman e pretende alertar para o fato de “os jovens se encontrarem desligados da realidade por estarem de alguma forma absorvidos com as suas novas tecnologias e com outros meios de comunicação”, explica, em entrevista ao Imagens de Marca Rosa Saavedra, da APAV e coordenadora do Project Lead-Inform to Provence, projeto umbrela do qual fazem parte instituições de apoio à vitima da Suécia e da Escócia, onde a campanha também será emitida.

A produtora Goma, a agência Cupido e os atores principais Ricardo Sá e Micaela Lupo, trabalharam pro bono para a campanha, cuja rodagem foi acompanhada pelo Imagens de Marca.

Para visualizar o spot clique aqui: