A realidade dos nossos dias permite-nos pensar que existem ainda muitas desigualdades no mundo e a declaração universal dos direitos da criança não se aplica em muitos países. Este é um testemunho importante levado a cabo por uma organização que luta não só pela alfabetização das raparigas do Paquistão mas também pelo mais elementar direito à educação. Peço a vossa especial atenção para este video: Cada visionamento contribui para ajudar estas jovens a reconquistarem o direito a estudarem... Vejam, se faz favor, aqui.
Os arguidos no caso da agressão à jovem de 13 anos, em Maio passado, junto ao Centro Comercial Colombo, publicitado num vídeo colocado no Facebook, foram hoje condenados a penas suspensas sob condição de voltarem à escola ou frequentarem cursos de formação.
Os arguidos terão ainda de colaborar com entidades como a Apav (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) no apoio a vítimas de crimes violentos ou de acidentes de viação, durante o período de suspensão das penas.
Apenas um dos seis arguidos foi absolvido, porque “não aderiu ao crime”. A autora das agressões, Bárbara Oliveira, não compareceu hoje nas Varas Criminais de Lisboa.
Segundo o juiz-presidente, o tribunal teve em consideração a idade dos arguidos e as infâncias em “meios desfavorecidos”, julgando que a “simples ameaça de prisão” será suficiente para que estes jovens não voltem a cometer crimes. José Lopes Barata alertou os arguidos de que, caso as expectativas do colectivo sejam defraudadas, “as penas serão cumpridas”.
Os seis jovens estavam acusados dos crimes de ofensa à integridade física qualificada, gravações ilícitas e roubo nas formas tentada e consumada. O colectivo considerou que não ficou provada a premeditação dos crimes, embora todos os arguidos soubessem que a vítima seria agredida e não teria hipótese de se defender. Quanto às gravações, o juiz considerou não haver elementos probatórios para dizer que todos os arguidos sabiam e concordaram com as filmagens.
Lopes Barata declarou que o crime demonstra “um grau de desprezo pela pessoa humana que deixou atónito o tribunal”, mostrando-se “ainda mais incompreensível” por se tratar de um grupo de amigos.
Campanha "Corta com a Violência: quem não te respeita não te merece", promovida pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, desenvolvida pela agência Cupido.
Quando optar por deixar o seu filho(a) numa ama, certifique-se muito bem primeiro de um conjunto imprescindível de factores que assegurará alguma segurança. Um deles é o espaço onde as crianças ocupam a maior parte do dia.
Recentemente uma assistente social na região de Lisboa, numa acção de averiguação, encontrou à entrada um papagaio que todas as pessoas consideravam "uma simpatia" mas que escondia algo. O pássaro só dizia "palavrões", um léxico que rapidamente verificaram ser aquele que ouvia com a dona. A visita iniciou-se pelo anexo, onde estavam duas crianças a dormir. A assistente pediu-lhe para ver o resto da casa ao que ela, contrariada, acedeu.
Quando abriu a porta do seu quarto, uma criança dormia num berço, com uma rede muito alta que a impedia de sair. Noutras divisões foram encontradas mais crianças a dormir. E, ao fundo, na sala, estava um menino de cinco anos sozinho: - "tinha-se portado mal e ficava naquela espécie de solitária, no escuro."- conta a assistente.
A casa cheirava a mofo e tinha pouca luz porque a ama "não queria que o sol lhe descolorasse a mobília." Entretanto, uma bebe acordou e, em vez de segurar cuidadosamente, a ama agarrou-a pelo braço e num esticão pegou-lhe ao colo. Mesmo em frente à assistente social. Esta ama foi descoberta de forma fortuita. Mas na maioria das vezes há denúncias de pais e de vizinhos por causa do ruído, por verificarem que a casa está sobrelotada ou por suspeitas de maus-tratos ou negligência. Por norma, e face a uma legislação que urge alterar no intuito de responsabilizar criminalmente estas pessoas, estes locais são fechados mas as amas ficam impunes.
Portanto recomendamos que verifique sempre se a ama em questão está devidamente legalizada e se o espaço apresenta as condições adequadas para a permanência do seu filho durante estes largos períodos de tempo.
A CPCJ de Albufeira associa-se a todos que acreditam que 2012 só poderá ser melhor se houver sentimentos de paz e solidariedade que alimentem a esperança num mundo melhor...
A Labirintos Coloridos propõe para o inicio de 2012 a segunda edição de uma formação inovadora em Acolhimento Terapêutico de Crianças e Jovens em Perigo. A formação decorrerá sob a forma de workshop residencial (3 dias) de natureza experiencial, no qual os participantes vão ter a oportunidade de explorar as diferentes dimensões do acolhimento residencial.
A formação vai decorrer na Colónia Balnear "A Conchinha" em Sines, onde os participantes vão ficar alojados em quartos partilhados, à semelhança do que acontece com as crianças e jovens em acolhimento.
Os participantes ao longo da formação irão assumir responsabilidade ao nível da gestão e organização da rotina diária da casa e do grupo. Paralelamente existirão diferentes espaços para os participantes explorarem e reflectirem sobre as diferentes dinâmicas relacionais que vão ocorrendo no grupo. A formação irá contrastar com outras as formações baseadas em métodos expositivos. Nesta formação sobre Acolhimento Terapêutico os participantes irão aprender através da experiência, envolvendo-se emocionalmente no processo de aprendizagem.
Para saber mais sobre a formação pode consultar o flyer, em anexo, e o site www.labirintoscoloridos.com/conchinha.
A CPCJ de Albufeira comemorou esta época festiva, como vem sendo hábito ao longo dos tempos, com um jantar de confraternização que contou com a presença de actuais e antigos elementos e colaboradores desta comissão, no passado dia 9 de Dezembro. A data, que proporcionou momentos muito animados e com boa disposição , permitiu ainda rever antigos colegas e reforçar os laços de amizade e cooperação. Em nome da Comissão desejo a todos Festas Felizes e um excelente 2012! Procurem fazer das fraquezas, forças para lidar com as dificuldades vindouras, num ano que se avizinha difícil mas que deverá ser enfrentado com pensamento positivo que, certamente, se reflectirá no sorriso das nossas crianças. O.H.
Para o autor do livro O Pequeno Ditador, limites e regras são fundamentais na educação. Saber dizer não pode ser o primeiro passo para que não passem a ser os mais pequenos a mandar lá em casa. Javier Urra, psicólogo forense no Ministério da Justiça espanhol, já foi provedor de menores em Espanha e vê agora o seu livro transformado num verdadeiro best-seller. Em Portugal, já vendeu cerca de 20 mil exemplares e já vai na quarta edição. Em Espanha o sucesso ainda é maior, já com 180 mil livros vendidos. A razão de ser desta obra é simples - ajudar os pais a controlarem e evitarem que os seus filhos se transformem em pequenos ditadores. Talvez assim se deixem de ouvir lamentos como o que o autor lembrou: «Já não posso com o seu filho de 4 anos». Javier Urra lembra, por isso, que «um filho requer tempo, atenção, conflito e esforço» e garante que se não se fizer nada face a estes pequenos ditadores, «a situação só pode piorar».